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sábado, 24 de abril de 2010

Poeta de Indaial- Raul Costa

City Hotel

Eu vivo
no mundo da rua,
refém de dias
e noites vadias,
limpei a gaveta
dos segredos
e despi meus desejos
pela cidade nua

Meu pai
é uma nuvem
minha mãe
uma saudade.
A vida
que levo
é uma navalha
ou algo que valha

Sou um relógio peregrino,
acertando as horas
com o destino
fantasma e sombra
da eternidade,
sou a cicatriz
da cidade

Eu vivo
no mundo da rua,
morri na véspera,
atravessei meu túmulo,
desvelando a máscara
passageira do tempo,
revelando em silêncio
a face oculta da lua

Um sol,
sonhando acordado,
cruza a praça interior,
sorrindo poesias
ele não me vê
seguindo a esmo
hóspede
de mim mesmo.

Este poema é de um poeta indaialense que esta lançando um livro em homenagem de Lindolf Bell

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