City Hotel
Eu vivo
no mundo da rua,
refém de dias
e noites vadias,
limpei a gaveta
dos segredos
e despi meus desejos
pela cidade nua
Meu pai
é uma nuvem
minha mãe
uma saudade.
A vida
que levo
é uma navalha
ou algo que valha
Sou um relógio peregrino,
acertando as horas
com o destino
fantasma e sombra
da eternidade,
sou a cicatriz
da cidade
Eu vivo
no mundo da rua,
morri na véspera,
atravessei meu túmulo,
desvelando a máscara
passageira do tempo,
revelando em silêncio
a face oculta da lua
Um sol,
sonhando acordado,
cruza a praça interior,
sorrindo poesias
ele não me vê
seguindo a esmo
hóspede
de mim mesmo.
Este poema é de um poeta indaialense que esta lançando um livro em homenagem de Lindolf Bell

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