O amor não se define; sente-se
Séneca
Meu conselho é que se case. Se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo.
Socrates
Trabalha como se vivesses para sempre. Ama como se fosses morrer hoje.
Séneca
O verdadeiro conhecimento vem de dentro
Socrates
A felicidade é para quem se basta a si próprio
Aristoteles
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
Nietzsche
Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa.
Platão
domingo, 12 de setembro de 2010
Cecilia Meireles
Retrato
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"
Manuel Bandeira - O bicho
O BICHO
VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira
VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira
sexta-feira, 7 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Poeta de Indaial- Raul Costa
City Hotel
Eu vivo
no mundo da rua,
refém de dias
e noites vadias,
limpei a gaveta
dos segredos
e despi meus desejos
pela cidade nua
Meu pai
é uma nuvem
minha mãe
uma saudade.
A vida
que levo
é uma navalha
ou algo que valha
Sou um relógio peregrino,
acertando as horas
com o destino
fantasma e sombra
da eternidade,
sou a cicatriz
da cidade
Eu vivo
no mundo da rua,
morri na véspera,
atravessei meu túmulo,
desvelando a máscara
passageira do tempo,
revelando em silêncio
a face oculta da lua
Um sol,
sonhando acordado,
cruza a praça interior,
sorrindo poesias
ele não me vê
seguindo a esmo
hóspede
de mim mesmo.
Este poema é de um poeta indaialense que esta lançando um livro em homenagem de Lindolf Bell
Eu vivo
no mundo da rua,
refém de dias
e noites vadias,
limpei a gaveta
dos segredos
e despi meus desejos
pela cidade nua
Meu pai
é uma nuvem
minha mãe
uma saudade.
A vida
que levo
é uma navalha
ou algo que valha
Sou um relógio peregrino,
acertando as horas
com o destino
fantasma e sombra
da eternidade,
sou a cicatriz
da cidade
Eu vivo
no mundo da rua,
morri na véspera,
atravessei meu túmulo,
desvelando a máscara
passageira do tempo,
revelando em silêncio
a face oculta da lua
Um sol,
sonhando acordado,
cruza a praça interior,
sorrindo poesias
ele não me vê
seguindo a esmo
hóspede
de mim mesmo.
Este poema é de um poeta indaialense que esta lançando um livro em homenagem de Lindolf Bell
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A fotografia, antes de tudo é um testemunho.
Quando se aponta a câmera para algum objeto ou sujeito,
constrói-se um significado, faz-se uma escolha,
seleciona-se um tema e conta-se uma história,
cabe a você, espectador, o imenso desafio de lê-las.
Por isso convido você a deixar a sua poesia para essa fotografia.
Foto:Rogério Felício
(extraido de http://imagensdapoesia.blogspot.com/)
sábado, 17 de abril de 2010
Cecília Meireles
Motivo
Cecília Meireles
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
Cecília Meireles
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Tentando fazer poema
Nesta madruga
da qual insisto em acordado ficar
fico pensando,o que posso,para o tempo matar
mas rápido,tenho que pensar
porque o tempo,anda ligeiro
Nesta madrugada
matando o tempo
tento,fazer um poema
regras,é uma coisa que nunca me importei
Portanto,escrever um poema
pra a mim,que sou um mereu plebeu
nesta esnobe gramatica
Poema, é para mim,escrever a poesia para uma folha de papel
A poesia,presente, no seu olhar
lindo olhar
presente,no lindo,canto dos passaros,
logo de manha
da qual insisto em acordado ficar
fico pensando,o que posso,para o tempo matar
mas rápido,tenho que pensar
porque o tempo,anda ligeiro
Nesta madrugada
matando o tempo
tento,fazer um poema
regras,é uma coisa que nunca me importei
Portanto,escrever um poema
pra a mim,que sou um mereu plebeu
nesta esnobe gramatica
Poema, é para mim,escrever a poesia para uma folha de papel
A poesia,presente, no seu olhar
lindo olhar
presente,no lindo,canto dos passaros,
logo de manha
Vínicius de morais
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos
Concurso de Fotografia
Concurso Olhares da Cidade
12 de abril de 2010
Estão abertas as inscrições para o concurso fotográfico “Olhares da Cidade” promovido pelo Departamento de Artes Visuais da Fundação Cultural de Rio do Sul.
O concurso, designado a estimular a produção da arte fotográfica regional, terá a seguinte premiação: 1º colocado R$800; 2º colocado R$600 e 3º colocado R$ 300.
O objetivo é resgatar e difundir, pela arte da fotografia, a vida e os costumes da cidade de Rio do Sul que na próxima quinta-feira (15), completa 79 anos de emancipação político-administrativa.
O concurso é de caráter amador sendo que a idade mínima para participar é 12 anos. As 50 melhores fotografias selecionadas farão parte de exposição e do acervo de imagens da Fundação Cultural de Rio do Sul.
O regulamento completo, a ficha de inscrição e o termo de cessão de direitos de divulgação do concurso já estão disponíveis no site http://www.fundacaocultural.art.br/olharesdacidade/.
12 de abril de 2010
Estão abertas as inscrições para o concurso fotográfico “Olhares da Cidade” promovido pelo Departamento de Artes Visuais da Fundação Cultural de Rio do Sul.
O concurso, designado a estimular a produção da arte fotográfica regional, terá a seguinte premiação: 1º colocado R$800; 2º colocado R$600 e 3º colocado R$ 300.
O objetivo é resgatar e difundir, pela arte da fotografia, a vida e os costumes da cidade de Rio do Sul que na próxima quinta-feira (15), completa 79 anos de emancipação político-administrativa.
O concurso é de caráter amador sendo que a idade mínima para participar é 12 anos. As 50 melhores fotografias selecionadas farão parte de exposição e do acervo de imagens da Fundação Cultural de Rio do Sul.
O regulamento completo, a ficha de inscrição e o termo de cessão de direitos de divulgação do concurso já estão disponíveis no site http://www.fundacaocultural.art.br/olharesdacidade/.
Carlos Drumond de Andrade
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Fernado Pessoa
Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.
Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.
Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato.
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.
Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.
Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Dica da semana
Retirado de autopuniçoa http/autopunitivo.blogspot.com
Escrever é esquecer.
A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.
A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm.
A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
Não é o caso da literatura.
Essa simula a vida.
Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.
A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm.
A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
Não é o caso da literatura.
Essa simula a vida.
Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
segunda-feira, 8 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Frases de artistas
"Um artista nunca pode ser absolutamente ele mesmo em público, pelo simples fato de estar em público. Pelo menos, ele precisa sempre de ter alguma forma de defesa. "
( John Lennon )
"Um artista é um sonhador que consente em sonhar o mundo real."( George Santayana )
"Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer."( Pablo Picasso )
"Procure compreender o que dizem os artistas nas suas obras-primas, os mestres sérios. Aí está Deus. "( Vincent Van Gogh )
"O objetivo mais alto do artista consiste em exprimir na fisionomia e nos movimentos do corpo as paixões da alma."( Leonardo da Vinci )
( John Lennon )
"Um artista é um sonhador que consente em sonhar o mundo real."( George Santayana )
"Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer."( Pablo Picasso )
"Procure compreender o que dizem os artistas nas suas obras-primas, os mestres sérios. Aí está Deus. "( Vincent Van Gogh )
"O objetivo mais alto do artista consiste em exprimir na fisionomia e nos movimentos do corpo as paixões da alma."( Leonardo da Vinci )
segunda-feira, 1 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Desenho é poesia
Poesia e desenho são a mesma coisa.
A diferença é o descrente.
Na cabeça tudo é impulso.
Quantas palavras nascem de uma combinação de cores?
Quantas formas tem cada palavra?
Desenho e poesia são iguais.
São forma e retrato abstrato, sinais.
Um dia eu esqueci o desenho da poesia e ela perdeu sua cor.
Já me ocorreu um quadro mudo também, ah, quantas orações...
Estamos todos subordinados à leitura,louvemos a expressão.
(blog 7 cabeças)
A diferença é o descrente.
Na cabeça tudo é impulso.
Quantas palavras nascem de uma combinação de cores?
Quantas formas tem cada palavra?
Desenho e poesia são iguais.
São forma e retrato abstrato, sinais.
Um dia eu esqueci o desenho da poesia e ela perdeu sua cor.
Já me ocorreu um quadro mudo também, ah, quantas orações...
Estamos todos subordinados à leitura,louvemos a expressão.
(blog 7 cabeças)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Desenhos sao poesias
Amor,Desenha-me do Sol o calor!Amor,Desenha-me da flor o odor!Amor,Desenha-me da carícia o candor!Amor,Desenha-me do beijo o sabor!Amor,Desenha-me da paixão o ardor!Amor,Desenha-me do sonho o esplendor!Amor,Desenha-me da vida o alvor!O meu amor pegou numa folha de papel virgem e, com delicadeza, desflorou-a com traçosquentes,perfumados,ternos,doces,apaixonados,brilhantes,iluminados.O meu amor desenhou...um poema!
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