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sábado, 24 de abril de 2010

Poeta de Indaial- Raul Costa

City Hotel

Eu vivo
no mundo da rua,
refém de dias
e noites vadias,
limpei a gaveta
dos segredos
e despi meus desejos
pela cidade nua

Meu pai
é uma nuvem
minha mãe
uma saudade.
A vida
que levo
é uma navalha
ou algo que valha

Sou um relógio peregrino,
acertando as horas
com o destino
fantasma e sombra
da eternidade,
sou a cicatriz
da cidade

Eu vivo
no mundo da rua,
morri na véspera,
atravessei meu túmulo,
desvelando a máscara
passageira do tempo,
revelando em silêncio
a face oculta da lua

Um sol,
sonhando acordado,
cruza a praça interior,
sorrindo poesias
ele não me vê
seguindo a esmo
hóspede
de mim mesmo.

Este poema é de um poeta indaialense que esta lançando um livro em homenagem de Lindolf Bell

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A fotografia, antes de tudo é um testemunho.

Quando se aponta a câmera para algum objeto ou sujeito,

constrói-se um significado, faz-se uma escolha,

seleciona-se um tema e conta-se uma história,

cabe a você, espectador, o imenso desafio de lê-las.

Por isso convido você a deixar a sua poesia para essa fotografia.

Foto:Rogério Felício
(extraido de http://imagensdapoesia.blogspot.com/)

sábado, 17 de abril de 2010

Cecília Meireles

Motivo



Cecília Meireles




Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tentando fazer poema

Nesta madruga
da qual insisto em acordado ficar
fico pensando,o que posso,para o tempo matar
mas rápido,tenho que pensar
porque o tempo,anda ligeiro

Nesta madrugada
matando o tempo
tento,fazer um poema
regras,é uma coisa que nunca me importei

Portanto,escrever um poema
pra a mim,que sou um mereu plebeu
nesta esnobe gramatica

Poema, é para mim,escrever a poesia para uma folha de papel
A poesia,presente, no seu olhar
lindo olhar
presente,no lindo,canto dos passaros,
logo de manha

Vínicius de morais

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos

Concurso de Fotografia

Concurso Olhares da Cidade
12 de abril de 2010
Estão abertas as inscrições para o concurso fotográfico “Olhares da Cidade” promovido pelo Departamento de Artes Visuais da Fundação Cultural de Rio do Sul.

O concurso, designado a estimular a produção da arte fotográfica regional, terá a seguinte premiação: 1º colocado R$800; 2º colocado R$600 e 3º colocado R$ 300.

O objetivo é resgatar e difundir, pela arte da fotografia, a vida e os costumes da cidade de Rio do Sul que na próxima quinta-feira (15), completa 79 anos de emancipação político-administrativa.

O concurso é de caráter amador sendo que a idade mínima para participar é 12 anos. As 50 melhores fotografias selecionadas farão parte de exposição e do acervo de imagens da Fundação Cultural de Rio do Sul.

O regulamento completo, a ficha de inscrição e o termo de cessão de direitos de divulgação do concurso já estão disponíveis no site http://www.fundacaocultural.art.br/olharesdacidade/.

Carlos Drumond de Andrade

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Fernado Pessoa

Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.
Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.
Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato.